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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lembram deste desenho?

Confuso, era o nome da motoca que sempre repetia a mesma frase: "Eu te disse, Eu te disse, Eu te disse". Referindo-se ao plano que ele já sabia que não daria certo

"Carangos e Motocas" era o nome do desenho animado que contava a história do fusquinha Wheelie, que vivia suas aventuras sempre pronto a ajudar sua namorada Ronda e também sempre alerta com a Turma do Chapa composta de quatro motocas (Chapa, Avesso, Risada e Confuso), que viviam criando armadilhas para acabar com o probre Wheelie."
Fonte: http://desenhoheroisviloes.blogspot.com/

domingo, 2 de setembro de 2007

O amigo de infância - Claudia Laitano


"Encontrar uma amigo de infância é como atravessar um portal do tempo. Num minuto você é um adulto que paga previdência privada e usa ácido glicólico, no outro é um moleque vendo O Urso do Cabelo Duro e comendo bolacha-maria com mumu. Reencontro no bar do colégio.


Você estende a mão com aliança para cumprimentar, mas o que sai do outro lado do portal é um dedinho com um anel mágico que faz "Shazam!". Tece comentários sensatos sobre o que anda fazendo hoje em dia, mas por dentro mal consegue se recuperar da vertigem que sente ao ser empurrado ladeira abaixo da memória.


Cristina em Porto Alegre - abril/2007


Rever alguém que nos conheceu quando usávamos conga azul-marinho provoca essa curiosa enrascada existencial. De um lado, uma testemunha do nosso passado - alguém que pode muito bem lembrar que você queria estudar astronomia e cantar no Globo de Ouro e casar com um sujeito igualzinho ao Erik Estrada.



Andréa Maciel em Porto Alegre - abril/2007





Do outro lado, o resultado das escolhas que você fez quando quase todas as escolhas eram possíveis. Os americanos colocam isso da maneira mais clara e cruel possível: ou você é um "winner" (ganhador) ou é um "loser" (perdedor).

Na escadaria do colégio, como nos velhos e bons tempos...


Não tem zero a zero e bola ao centro - embora na vida real essa pausa para redefinir a estratégia do jogo seja muito mais frequente do que os momentos em que se sobe ao pódio ou se abandona o campo.

Na casa da mãe da Cris.


Nessa aquarela sem meios-tons, nada é mais "loser" do que ser um "winner" que se deu mal, nada é mais "winner" do que superar todas as expectativas. Por isso a perspectiva da testemunha é tão decisiva.


Na foto de cima, Luciane e Daniel, no Bourbon Country, no início de outubro e na foto abaixo, Andréa Maciel, Fabiola, Renata e Luciane, no Iguatemi, em abril.


A conversa pode ser sobre filhos, férias na Bahia ou o preço da gasolina, mas o subtexto nesse portal do tempo é sempre um jogo de comparações, da gente com a gente mesmo, da gente com o outro. Quem fez mais sucesso? Quem ganhou dinheiro? Quem amou mais? Quem se divertiu mais? Quem envelheceu melhor? Não que a gente queira o amigo fracassado, enrugado ou chorando um amor perdido. Normalmente basta nos sentirmos um tiquinho em vantagem para que a jovial cordialidade do sorriso oferecido ao amigo de infância seja ainda mais sincera.


Mas mesmo que a nossa pele seja de pêssego, e a nossa família seja de propaganda de margarina, e a gente tenha lido Balzac e contribua com alguma ONG bacana para melhorar a vida no planeta, ninguém sai assobiando de um encontro repentino com o próprio passado. Congela na memória do nosso amigo de infância, a criança que nós fomos nos abana confiante lá de longe. É dela talvez aquela voz que de vez em quando a gente ouve e não sabe bem de onde vem: "Olha bem, heim, Vê lá o que você anda fazendo com a gente."

terça-feira, 24 de julho de 2007

11 anos depois... reencontro em 21/12/1997

"Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri, o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas é que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou deste encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.


A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes." É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas para tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprenderr inglês, usar camisinha, dizer nãos às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e e administrar dezenas de paixões fulminates e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse! Felicidade, onde está você?Aqui na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano, no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço - ter uma profissão, casar e procriar - passamos a ser livres, a escrever a nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho pelos nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta."

35 anos para ser feliz (Martha Medeiros) em outubro de 1998

segunda-feira, 25 de junho de 2007

A Viagem no Trem - autor desconhecido



"Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão a viagem conosco até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós. Embarcam nossos irmãos, amigos e amores.







Muitas pessoas tomam esse trem a passeio.

Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas.
E no trem há, também, pessoas passando de vagão a vagão, prontas para ajudar a quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas.

Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.




Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.








Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.





O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando nele sozinhos será muito triste. Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.











Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem
as pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história. De algo que duas ou mais pessoas construiram e que, por um motivo íntimo, deixaram desmoronar. Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor " de todos os passageiros"






AGRADEÇO MUITO POR VOCÊS FAZEREM PARTE DA MINHA VIAGEM, E POR MAIS QUE NOSSOS ASSENTOS NÃO ESTEJAM LADO A LADO, COM CERTEZA O VAGÃO É O MESMO."

sábado, 5 de maio de 2007

Segunda viagem à Foz do Iguaçu. Quem foi?

Lembram do professor Walter de Educação Física?
O que será que eu estou falando que a Rê está achando tão engraçado???
























































































Alguém sabe o paradeiro do Elói?