domingo, 2 de setembro de 2007

O amigo de infância - Claudia Laitano


"Encontrar uma amigo de infância é como atravessar um portal do tempo. Num minuto você é um adulto que paga previdência privada e usa ácido glicólico, no outro é um moleque vendo O Urso do Cabelo Duro e comendo bolacha-maria com mumu. Reencontro no bar do colégio.


Você estende a mão com aliança para cumprimentar, mas o que sai do outro lado do portal é um dedinho com um anel mágico que faz "Shazam!". Tece comentários sensatos sobre o que anda fazendo hoje em dia, mas por dentro mal consegue se recuperar da vertigem que sente ao ser empurrado ladeira abaixo da memória.


Cristina em Porto Alegre - abril/2007


Rever alguém que nos conheceu quando usávamos conga azul-marinho provoca essa curiosa enrascada existencial. De um lado, uma testemunha do nosso passado - alguém que pode muito bem lembrar que você queria estudar astronomia e cantar no Globo de Ouro e casar com um sujeito igualzinho ao Erik Estrada.



Andréa Maciel em Porto Alegre - abril/2007





Do outro lado, o resultado das escolhas que você fez quando quase todas as escolhas eram possíveis. Os americanos colocam isso da maneira mais clara e cruel possível: ou você é um "winner" (ganhador) ou é um "loser" (perdedor).

Na escadaria do colégio, como nos velhos e bons tempos...


Não tem zero a zero e bola ao centro - embora na vida real essa pausa para redefinir a estratégia do jogo seja muito mais frequente do que os momentos em que se sobe ao pódio ou se abandona o campo.

Na casa da mãe da Cris.


Nessa aquarela sem meios-tons, nada é mais "loser" do que ser um "winner" que se deu mal, nada é mais "winner" do que superar todas as expectativas. Por isso a perspectiva da testemunha é tão decisiva.


Na foto de cima, Luciane e Daniel, no Bourbon Country, no início de outubro e na foto abaixo, Andréa Maciel, Fabiola, Renata e Luciane, no Iguatemi, em abril.


A conversa pode ser sobre filhos, férias na Bahia ou o preço da gasolina, mas o subtexto nesse portal do tempo é sempre um jogo de comparações, da gente com a gente mesmo, da gente com o outro. Quem fez mais sucesso? Quem ganhou dinheiro? Quem amou mais? Quem se divertiu mais? Quem envelheceu melhor? Não que a gente queira o amigo fracassado, enrugado ou chorando um amor perdido. Normalmente basta nos sentirmos um tiquinho em vantagem para que a jovial cordialidade do sorriso oferecido ao amigo de infância seja ainda mais sincera.


Mas mesmo que a nossa pele seja de pêssego, e a nossa família seja de propaganda de margarina, e a gente tenha lido Balzac e contribua com alguma ONG bacana para melhorar a vida no planeta, ninguém sai assobiando de um encontro repentino com o próprio passado. Congela na memória do nosso amigo de infância, a criança que nós fomos nos abana confiante lá de longe. É dela talvez aquela voz que de vez em quando a gente ouve e não sabe bem de onde vem: "Olha bem, heim, Vê lá o que você anda fazendo com a gente."

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Chamada em 2008

1 - Adriana Costa da Silva


Adriana com o sobrinho-afilhado Athos.

1 - Alexandre da Silva Strehl


2- Andrea Athayde Maciel


Nicole, a primogênita da Andrea, que nasceu dia 24 de fevereiro.


Andrea, o marido Carlos Emmanuel e o enteado Gabriel.


3 - Andréa Ferraz Brum



Vicenzo


6 - Carmen Fonseca Both


Carmen e Antonio


7 - Claudia Pires


Claudia com Geraldo, Felipe e Camila. Camila Claudia e Camila à espera do irmãozinho.



9 - Cristiane Jadoski José


Cristiane, Levi e os filhos Luise e Chris.



10 - Cristina Cardoso de Miranda Bogossian



Giovana Giovana e Cristina




11 - Daniel Sander Hoffmann

Gaticha



15 - Fabíola Brites

Fernando Pessoas, deixem eu paparicar meu afilhado um pouco. A Fa já anda levando o guri para a night. Fernando foi no show do Marcelo D2 e fez sucesso, deu entrevista para a MTV e foi clicado pelo site "Qual é a boa". Ah, moleque!!!



16 - Flavio Fonseca Both

Larissa

Flavio e Cissa





17 - Gabriela Road



19 - João Homero Barnasque Severiano


Carime, João e os filhos Vini e Rafa



21 - Luciane Bossle

Ficou pra titia... sobrinhos Marco e Marina.





23 - Marcio Elisio dos Santos Pureza
Clara e Ricardo Marcio, esposa e filhos.






24 - Marta Bauermann

Os homens da vida da Martinha: Eduardo filho no colo, Felipe, Henrique e o marido Eduardo.




25 - Máximo Domingues Neto



26 - Patricia Bento Meyer
A mais nova integrante da nossa turma: Gabriela, nascida em agosto.




27 - Patricia Dias Eggers




29 - Renata Tassin José





30 - Sabrina Falavigna



Sabrina e os filhos Gui e Lucas


31 - Silvia Medeiros Gauss



Silvia, Reynaldo e Manoela








32 - Tais Schilling Ferraz



33 - Tatiana Marlowe Cunha Brunini








Patrícia Kértesz




Pedro Henrique (3 anos) e Paulo Renato (6 anos)





Marcus Purper





Gustavo Wittler



quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Chamada

Esta é a folha que a nossa líder, a Pati Eggers, organizou no último ano e distribuiu uma cópia para cada, lembram?! Tadinha tá amarelada e rasgando...por quê será??!! Não dá prá ver muita coisa mas as gurias pediram que colocasse no blog. Foi graças à ela que não nos perdemos de vista!


terça-feira, 24 de julho de 2007

11 anos depois... reencontro em 21/12/1997

"Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri, o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas é que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou deste encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.


A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes." É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas para tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprenderr inglês, usar camisinha, dizer nãos às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e e administrar dezenas de paixões fulminates e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse! Felicidade, onde está você?Aqui na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano, no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço - ter uma profissão, casar e procriar - passamos a ser livres, a escrever a nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho pelos nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta."

35 anos para ser feliz (Martha Medeiros) em outubro de 1998