domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Encontro na casa da Marta - julho/2008
Nicolinha não é Kidman, nem estrela de cinema, mas bancou a celebridade. No começo, fez graça, ria até para quem não pedia. Uma fofa! Depois dos mimos que ganhou, emburrou: fechou a cara, ignorou os flashs. Algo tipo "leave me alone". Mamãe Andréa, louca para se atracar nas guaranás e docinhos afro-descendentes, decidiu que era hora de a filha se recolher. O tio-coruja, Alexandre, irmão da Andréa, bem que quis ficar mais um pouco, sem sucesso. Lu, então, fez o carreto até a casa da vó, onde Nicolinha fica até voltar para Brasília, no próximo dia 15.
Henrique no colo da mãe.
Gente, se as festas na casa da mãe da Martinha eram boas, as na casa dela são melhores ainda! Fica calmo, Eduardo, não queremos abusar... É que a acolhida foi realmente maravilhosa. Os dois filhos menores, Henrique e Eduardo, se encarregaram de entreter a dupla dinâmica da Kertész, Pedrinho e Paulinho, com computador, máscara do Shrek e tudo mais. Felipe, o mais velho, foi forçado a promover um sarau literário acerca das obras que fez. Aos 18 anos, ele já escreveu dois livros de suspense, editados com capa dura e tudo, uma das tramas tem 800 páginas. É muita letrinha! Só deu para ler o prefácio, que já ilustra a riqueza de vocabulário e conhecimentos do guri. A Andréa, só para avacalhar, disse que ele não havia puxado a mãe... Até o dog da família se portou como manda o figurino, sem invadir a área delimitada aos convivas e fazendo festa para os pequenos.Rê, a doida por foto.
Rê e Martinha
Renata descobriu um hobby: ampliar todas as fotos do blog da Lu. Mas todas mesmo, e em tamanho gigante. E mais: anda com elas a tiracolo, para cima e para baixo. Vocês podem imaginar a Rê circulando com as fotos dos maridos e filhos da Silvia ,da Andréa ,da Martinha, em tamanho 13 x 18 na bolsa? Antes que alguém pense bobagem, é bom avisar: isso dá idéia da importância que nossa amiga dá ao nosso passado e a nossa trajetória. Mostra com orgulho a quem quiser ver que "fim" levaram as crianças e adolescentes que dividiram com ela momentos tão preciosos de sua vida.Kertész e as, digamos, mancadas da tarde.
Alexandre, irmão da Andréa e Patrícia.
Se nos encontros anteriores a Kertész se destacou por uma memória invejável, nesse, ela se notabilizou por outros motivos: trocou paternidades dos filhos das amigas; levou salgadinhos "ecologicamente" incorretos, recheados de carne, para a tristeza da Lu...enfim, não deu uma dentro. Mas até nesses momentos nos divertimos muito. Renato, o marido, dividiu com Eduardo as funções de paparazzi para registrar nosso encontro.Lu, a motorista engajada.

Além de promover nossos encontros, Lu tem se notabilizado por fazer o leva-e-traz dos amigos nas reuniões. A festa é em Petrópolis, mas o amigo mora na Restinga? Que nada, "eu te levo em casa", diz a benemérita. Foi assim com a Fá, a Rê, a Andréa. Tudo bem que os caronas têm de andar em um carro cheio de pêlo de cachorro, com adesivos do tipo: adote um animal abandonado, mas é o preço da passagem. Porém, como nada é perfeito, Lu é vegetariana, o que a obriga a ficar selecionando o que comer a reunião inteira. Daí a implicância com os salgadinhos saborosos, mas nada vegetarianos da Kertész.Fá e seus risoles
Foi da Kertész a sugestão para tirar uma foto da Fá com uma travessa de risoles, empadinhas, salgadinhos de queijo e outros quitutes para mostrar para a Cristina. Do outro lado do oceano, ela havia insinuado que a Fá levaria uma Pastelina embaixo do braço. Pastelina tudo bem, afinal, quem não brigou na fila do bar para comprar uma? Mas embaixo do braço já era demais. A coisa virou questão de honra e lá foi a Fá achar uma quituteira de mão cheia para fazer a encomenda. Dos tais salgados, que fizeram sucesso, expatriados como a Cristina não puderam nem sentir o cheiro... que pena, Cris, fica pra próxima!terça-feira, 1 de julho de 2008
Segundo Pequeno reencontro na Panquecaria - 16/11/07
Relato da Fa:
"People, como diria Tercílio,
Descobrimos, afinal, como viramos spam. Carmen Both, agora Schenatto, revelou: "Jaime, meu marido, bloqueou vocês". Não nos concedeu nem o benefício da Lixeira, para que nossa amiga de infância-adolescência-e,-quem- sabe,-senilidade, pudesse nos resgatar. Cansado da tagarelice atroz deste fórum, assim como alguns já devem estar, tomou drástica atitude. Mas não foi por maldade, não. Tudo para a Dona Carmen criar uma caixa de mensagens própria. Vocês acreditam que ela ainda não fez um e-mail só por preguiça de ter que digitar todos os nossos endereços na hora de responder?!
Bem, este foi apenas um dos muitos motivos de gargalhada na noite da última sexta. Como Kertész, Rê, Lu, Fá e Martinha já vinham se encontrando, a presença da mãe do Antonio foi mesmo a sensação do jantar. Logo na chegada, entrou em um boteco achando que era o local da reunião. Jaime, que foi levá- la, ficou no carro à espreita. Pode até ter pensado: "Bem fiz eu de bloquear aquele bando, olha só o lugar que escolheram para se encontrar!". Que nada, mais uma vez, a culpa foi dela. Desfeito o mal-entendido, chegou, eufórica. Ela, que já davamos como ausente, em função de compromissos, foi avisada pelo irmão da reunião, confirmada na última hora. Aí, ficou a dúvida: se o Flávio vê os e-mails a ponto de avisar a irmã, pq não responde? Pq não foi lá? Pq não dá um simples "Oi"? Chegamos à conclusão de que ele fica tal qual Pedro Bial no Big Brother, só espiando. Ô, Flávio, vê se aparece! Diz oi! O mesmo vale para todos os outros que ainda não entupiram nossas caixas de e-mails com . Tudo bem, não precisam falar tanto, só um oizinho. Estamos com saudades. Outra surpresa da noite foi a Sâmia. Quem estudou com ela? Marta e Rê a reconheceram assim que chegou com a família e ficou em outra mesa. Tanta coincidência não poderia passar despercebida. Logo a Lu, promoter do grupo, puxou papo. E ela lembrou até de mim, que nunca fui colega dela! (fiquei até pensando: êba, vai ver nem engordei tanto assim, é tudo culpa da máquina da Lu). Desta vez, Renato, marido da Kertész, não foi, mandou uma representante como paparazzo: Marina, sobrinha da Lu, filha da Rosane. Renato apareceu no final, com Paulinho, o primogênito. Este, na volta, trocou altos papos com a Carmen acerca de seus cuidados com o beagle da família, coisa que a mãe do Antonio precisa aprender, afinal, o guri já pediu um gatinho. Sentimos falta do Dani, que deve ter ficado cuidando de sua Gaticha; da Eggers, que não foi em função de doença na família - esperamos que tudo se resolva bem; do Márcio, que até já trocou férias para nos encontrar em dezembro; da Taís, que encontrou a Martinha no súper e falou do encontro; enfim, de todos, mas de todos mesmo."









Direito de resposta da Carmem:
"Definitivamente a Fá escolheu a profissão certa! Mas ao ler sua mensagem, percebi que talvez tenha sido injusta com meu marido (o já citado Jaime), pois acho que ele não bloqueou coisa alguma, caso contrário não teria recebido este e-mail! Bem, confusões à parte, adorei reencontrar vocês e tirar as histórias lá do fundo do baú. Saí da nossa janta com a séria suspeita de ter algum déficit de memória, pois não lembro nem da metade dos detalhes que as gurias contaram (até a Patrícia, que não fez o II grau conosco lembra de tudo!). Fiquei impressionada com o que a Táta, a Lú, a Fá e a Rê contaram, mas os que não estavam presentes não precisam se preocupar, pois não foi nada comprometedor, apenas coisas como nome das professoras e das irmãs. Assuntos como quem ficou com quem foram abordados superficialmente (ops), até porque precisávamos respeitar a presenca da Marina. Inclusive hoje é um dia inesquecível em minha vida, pois gracas às minhas amigas de infância (em especial a Rê e a Fá, que pacientemente me explicaram como usar este incrível recurso da tecnologia moderna) descobri a entidade "responder a todos" e estou enviando um e-mail coletivo! Agora só falta descobrir como se digita a cê-cedilha neste teclado! Mas esta nova aquisicão pode ficar para o nosso próximo encontro. Também devo trocar de e-mail, assim que consiga vencer a preguica e seguir os passos que a Rê me descreveu.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Pequeno reencontro na Panquecaria
Narrado pela Fabíola:"Bom, vamos aos fatos para os que perderam a noitada: A revelação etílica do grupo é a Eggers. Gente, de guaraná ela não passa nem perto! Como a Lu ficou o tempo todo do lado dela, suponho que não foram as panquecas as causadoras do estrago. A Martinha também. Começou com tônica e depois... (detalhe: cheguei em casa e contei para o meu filho, é claro que exagerando um pouco, né, e ele só fez uma pergunta: elas foram pra casa dirigindo? o guri ficou preocupado com as companhias da mãe:)))))
Ah!, Por falar em :))), Silvia, a Rê queria saber que símbolo é este que tu tanto usas nas tuas msgs. Dei uma aula de emoticons pra ela, daquelas que aprendemos com nossos filhos, muito mais experts nesses assuntos do que nós
Mas, seguindo: comportados, mas comportados mesmo estavam a Kertész, acompanhada do digníssimo Renato, que assumiu as funções de paparazzi do evento, e o Daniel. Este, apesar de só tomar guaraná, estava com sérios problemas de memória. Até a Kertész, que saiu da turma dois anos antes, relembrou fatos que o Daniel nem lembrava que tivessem ocorrido.
Mas, justiça seja feita: a pérola da noite veio dele. Lá pelas tantas, eu disse que nossos encontros, depois do dia 23, devem ser menos espaçados, a cada dois anos ou, quem sabe, de ano em ano. E acho que foi a Renata quem disse que se ficássemos para fazer um encontro só quando completar 30 anos, os assuntos serão a osteoporose, o reumatismo e o que mais vier. E o Daniel: "Bom, daí a gente vai ter que fazer a chamada - que a Lu tem - pra ver quem ainda tá vivo". O riso foi geral.
Mas o fato é que falamos de todos. Mais uma vez, Silvia e Cris não foram poupadas. Os certinhos, os bagunceiros..., foram quase quatro horas de muita risada. Para os porto-alegrenses que não foram, fica o recado: compareçam da próxima vez. Levem maridos, esposas, filhos, ou compareçam sozinhos, o importante é nos reunirmos mais. A sugestão do restaurante da Martinha, que nem conhecia o lugar, estava ótima. Até dezembro temos de fazer mais um encontro, pelo menos. Ah! a presença do tal strippizza ainda está com votação aberta. Agora surgiu a idéia de maridos-assadores pilotarem os espetos. Só resta decidir o que fazer com a Lu: quem leva uma marmita pra ela?
Bjs!PS: como vcs já me conhecem, descontem os exageros da narrativa da noite. E, Silvia, tua panqueca de negrinho estava deliciosa!"
domingo, 2 de setembro de 2007
O amigo de infância - Claudia Laitano
"Encontrar uma amigo de infância é como atravessar um portal do tempo. Num minuto você é um adulto que paga previdência privada e usa ácido glicólico, no outro é um moleque vendo O Urso do Cabelo Duro e comendo bolacha-maria com mumu.
Reencontro no bar do colégio.Rever alguém que nos conheceu quando usávamos conga azul-marinho provoca essa curiosa enrascada existencial. De um lado, uma testemunha do nosso passado - alguém que pode muito bem lembrar que você queria estudar astronomia e cantar no Globo de Ouro e casar com um sujeito igualzinho ao Erik Estrada.

Andréa Maciel em Porto Alegre - abril/2007Não tem zero a zero e bola ao centro - embora na vida real essa pausa para redefinir a estratégia do jogo seja muito mais frequente do que os momentos em que se sobe ao pódio ou se abandona o campo.
Na casa da mãe da Cris.
Nessa aquarela sem meios-tons, nada é mais "loser" do que ser um "winner" que se deu mal, nada é mais "winner" do que superar todas as expectativas. Por isso a perspectiva da testemunha é tão decisiva.
Na foto de cima, Luciane e Daniel, no Bourbon Country, no início de outubro e na foto abaixo, Andréa Maciel, Fabiola, Renata e Luciane, no Iguatemi, em abril.
A conversa pode ser sobre filhos, férias na Bahia ou o preço da gasolina, mas o subtexto nesse portal do tempo é sempre um jogo de comparações, da gente com a gente mesmo, da gente com o outro. Quem fez mais sucesso? Quem ganhou dinheiro? Quem amou mais? Quem se divertiu mais? Quem envelheceu melhor? Não que a gente queira o amigo fracassado, enrugado ou chorando um amor perdido. Normalmente basta nos sentirmos um tiquinho em vantagem para que a jovial cordialidade do sorriso oferecido ao amigo de infância seja ainda mais sincera.
Mas mesmo que a nossa pele seja de pêssego, e a nossa família seja de propaganda de margarina, e a gente tenha lido Balzac e contribua com alguma ONG bacana para melhorar a vida no planeta, ninguém sai assobiando de um encontro repentino com o próprio passado. Congela na memória do nosso amigo de infância, a criança que nós fomos nos abana confiante lá de longe. É dela talvez aquela voz que de vez em quando a gente ouve e não sabe bem de onde vem: "Olha bem, heim, Vê lá o que você anda fazendo com a gente."









